Agraciante e funebre opaco
perdido no inevitável cristalino
reluz em pertubantes gemidos
essa minha imagem relutante
em vista enlameada
minha carcaça padece
imaculadamente real
num ritual sem mesura
perdida num silêncio que anseia
dança ritmadamente
incolor, surda
de fonte as estranhas
explode a cada momento
mas não espera nada
é a inércia, pura e recalcada
O corpo de todo soluça
não canta, só morre
tão inevitavelmente
que o mundo é saciedade
Tantas feridas expostas
caladas e incômodas
sussurram coisas
muito óbvias
.:Larissa Cavadas:.
Estava combinado e «era do conhecimento»
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Há coisas que de vez em quando nos passam debaixo do nariz e que nem as
cheiramos. Este *post da Helena Matos*, por exemplo, recorda-nos as escuta...
11 horas atrás


